quinta-feira, 18 de dezembro de 2014






7°CEPI

Congreço Espírita do Piauí

"A Justiça Divina"o Congreço Espirita "

Acontecerá em 29 à 31de Maio de 2015 Organizado pela FEP (Federação Espírita do Piauí) no Atlantic City World espaço Luiz pires com a presença dos devidos Oradores Espíritas :

Haroldo Dultra
                                                               Sandra Borba
  

André Luiz Peixinho,

 César Perri,

 Aroldo Dultra Dias,

 João Pinto Rabelo,

 Leonardo Machado,

Elizabeth Barrieri,

 Sandra Borba

Programação e Temas a ser Abordados

 nos dias 29,30 e 31:

Após as entregas credenciais, e a solenidade será

Abordado o tema : "A Justiça Divina - na Visão Espirita" 19:h30 21:h30

segundo: "AS Leis de Deus e os Estados Conciênciais "

"Justiça das Aflições"

"Desafos existenciais na jornada de evolução "

"origem do bem e do mal"


"A Lei de Causa e Efeito e suas sultilesas"

"Reencarnação- Misericordia Divina"

"Os Estados de Felicidades e Infelicidades do ser humano"

"A Justiça de Deus nos Destinos Humanos "

"Morte na Ótica Espírita"

(.......)

inscrições pela internet

www.fepiaui.org.br ou pelo email: fepi@fepiaui.org.br


materemos sempre informados

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postado por :preespirita

terça-feira, 16 de dezembro de 2014





 
A sua referência sobre Doutrina Espírita

A Passagem

Jean Bazerque

Traduzido por Paulo A. Ferreira, O simples bom senso deveria ser suficiente para se compreender que, no organismo humano, o mau funcionamento de uma pequena engrenagem pode comprometer muitos sonhos. Mas escondemos a morte. Nós a temos sempre na mente porque ela se impõe independente de nós mesmos; mas nunca falamos dela. Outrora, fazia-se o sinal da cruz; hoje em dia, bate-se na madeira. Portanto, a despeito de se fazer isso ou não, quer o queiramos ou não, ela estará lá na sua hora. O homo-sapiens, diferentemente do animal, pensa, mas é tomado de cegueira quando se trata de ver o que é essencial; como se o essencial fosse justamente não pensar nisso! A que seria devida esta obstinação no desinteresse?

É calúnia pretender que com sua pompa fúnebre, suas missas, seu cerimonial, a religião católica tenha contribuído em grande parte para a tristeza da perspectiva da última viagem. Diz-se que no tempo do cristianismo primitivo os enterros se efetuavam com acompanhamentos de cantos alegres, em cortejos de jovens vestidos de branco agitando palmas. Seria essa angústia do mistério da vida de além-túmulo, que não tem podido comover as religiões, o que aperta os corações das testemunhas na partida para a viagem aparentemente sem retorno?

Não é essencial que o Espiritismo tenha trazido ao homem o conhecimento, pela intermediação dos médiuns, de uma parte das leis que regem a vida, a descrição do estado dos seres (entrantes e retirantes) após a grande partida?

O essencial é que o Espiritismo, procurando sob o véu, traz ao ser sofredor um clarão de esperança que dá a certeza da sobrevivência do ser querido.

 
 

NÃO! O ESSENCIAL NÃO ESTÁ NAQUILO QUE TU ÉS.

(conforme J.G.).

A confiança na vida futura não exclui as apreensões provocadas pelo desconhecimento da passagem de uma vida à outra. A ciência e a religião são mudas nesse assunto porque lhes falta, a uma e outra, o conhecimento das leis que regem as relações do espírito e da matéria; uma se detém no limiar da vida material e a outra em fazer artigo de fé. O Espiritismo dá alguns passos a mais; pelas manifestações mediúnicas daqueles que deixaram a vida terrestre, permite uma visão mais completa da questão.

A passagem para o lado de lá é diferente para cada indivíduo, em função de certas leis decorrentes das vidas anteriores e das leis da reencarnação, às quais os seres humanos estão submetidos. A grosso-modo as diversas situações tornaram-se conhecidas após a aurora do Espiritismo; é fácil tomar conhecimento do assunto nas obras de Allan Kardec, particularmente em "O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina" onde se encontram as descrições para toda sorte de situações.

Para facilitar a compreensão da passagem do estado de encarnado (a vida terrestre) ao estado de desencarnado (a vida no lado de lá), nós decompusemos aqui o movimento esquematicamente em quatro fases sucessivas (os quatro pontos cardinais do espaço) que têm apenas um valor didático, porque de fato essas fases são variáveis segundo o grau de evolução espiritual de cada um.

  • A primeira fase é a separação da alma do corpo físico.

  • A segunda fase é o estado de perturbação, de inconsciência, no qual a alma se encontra com muita frequência, para não dizer sempre, após seu desligamento.

  • A terceira fase é o momento em que o espírito reconhece sua nova situação.

  • A quarta é o período mais penoso; frequentemente o espírito tem uma visão exata do que se tinha imposto fazer ao longo de sua vida terrestre e do que fez em realidade. De uma maneira geral, este exame não lhe dá nenhuma satisfação, causando-lhe remorso e desejo de reparação.

Essas situações são perfeitamente conhecidas graças ao Espiritismo e aos livros de divulgação de Allan Kardec; pode-se dizer que a questão está ali perfeitamente tratada, assim não nos retardaremos a descrevê-las sobre o plano teórico, contentando-nos em publicar algumas manifestações espirituais relevantes no curso de nosso trabalho.

A primeira fase da desencarnação, isto é a separação do espírito do corpo físico, malgrado o aspecto dramático que frequentemente possui, é a fase menos penosa. Assim quando uma pessoa morre subitamente, em seguida a uma embolia, por exemplo, ouvimos esta reflexão: «Ela teve uma boa morte» porque não sofreu. Atendo-nos aos fatos, lembramos que a mãe de um dos irmãos do Grupo morreu subitamente em seguida a uma embolia e ele foi procurar a Irmã Maria Munoz, nossa fundadora, que ao ver o corpo lhe disse: "Ela não está mais aí", a separação da alma e do corpo foi efetivamente constatada pela médium vidente.

Exemplos de visões da partida do espírito dos moribundos tem sido objeto de numerosas narrativas nos conhecidos livros espíritas de Ernesto Bozzano ou de Flammarion. Não acrescentaremos nada mais a isso.

Eis o ponto de vista de Allan Kardec em seu livro "O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina" para o que é a primeira fase:

"A extinção da vida orgânica leva à separação da alma e do corpo pela ruptura dos laços fluídicos que os une; mas esta separação não é nunca brusca; o fluido perispiritual se desliga pouco a pouco de todos os órgãos de modo que a separação não está completa e absoluta senão quando não reste mais um só átomo do períspirito unido a uma molécula do corpo. A situação dolorosa que a alma experimenta nesse momento é em razão da soma dos pontos de contato que existem entre o corpo e o períspirito e da maior ou menor dificuldade e lentidão que apresenta a separação. Não é preciso então se dizer que, segundo as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa”.

Colocamos inicialmente, como princípio, as quatro circunstâncias seguintes, que podem ser observados como situações extremas, entre as quais há uma infinidade de nuances:

  1. Se no momento da extinção da vida orgânica, o desligamento do perispírito estivesse completamente operado, a alma não sentiria absolutamente nada.

  2. Se nesse momento a coesão dos dois elementos está em toda sua força.

  3. Se a coesão for fraca, a separação é fácil e se opera sem abalo.

  4. Se, após a cessação completa da vida orgânica, existisse ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o períspirito, a alma poderia sentir, até que os laços estivessem totalmente rompidos, os efeitos da decomposição do corpo e com mais forte razão as chamas em caso de incineração do corpo.

Do acima, resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força de aderência que une o corpo e o períspirito; que, para ajudar a diminuição dessa força e a rapidez do desligamento, tudo o que pode ser feito for operado sem nenhuma dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável.

Na passagem da vida corporal à vida espiritual, produz-se ainda um outro fenômeno de importância capital; é o da perturbação.

Este ensinamento de Allan Kardec resulta de sua experiência mediúnica, das mensagens dos guias instrutores espirituais, de manifestações de espíritos no momento de seu desencarne e não, como o pretendiam certos detratores, de sua inteligência fértil. Temos a sublinhar que essas mensagens, como ele as teve, os grupos sérios continuam recebendo atualmente. A fonte não está seca.

Não poderia deixar de ser dito que, quanto mais o espírito é evoluído espiritualmente ou elevado no plano moral, menos ele tem laços com seu corpo carnal e a separação se faz mais facilmente, sem choques e sem sofrimento. O caso mais rápido que conhecemos é aquele da partida de nossa fundadora, a irmã Maria Munhoz; ela estava sentada sobre sua poltrona onde, impotente, passava seus dias, e deixou seu corpo escrevendo: « Viva a liberdade ». Evidentemente, ela se referia à liberdade espiritual. No retorno do enterro do corpo, os irmãos do grupo estavam reunidos na sua pequena barraca, ela tomou o médium falante e deu uma mensagem censurando inicialmente os irmãos lacrimosos por não haverem compreendido nada dos ensinamentos, pois que se lamentavam enquanto ela estava toda alegre de ser liberada desta prisão carnal que era seu corpo fatigado, e de se encontrar entre os irmãos espirituais que a acolheram no espaço. Ela tinha seguido o cortejo fúnebre andando ao lado de seus companheiros humanos e estava sabendo de tudo.

Caso nos seja dado assistir à partida de irmãos no instante crucial, podemos ajudá-los dando passes fluídicos no corpo para facilitar o desligamento da alma. Uma prece, em tal momento, ajuda também a separação. As preces podem ser encontradas no livro de Allan Kardec "O Evangelho segundo o Espiritismo" (cap. 28): ‘prevendo sua morte próxima’ (40), ‘por um agonizante’ (57), ‘por alguém que acaba de morrer’ (59 a 61). Nós as assinalamos não por convicção religiosa, mas por experiência. Conhecemos a força e a eficácia do pensamento. O defunto, mesmo estando invisível ainda que presente na câmara mortuária (os médiuns videntes o vê em inconscientes ou semiconscientes), na sua perturbação, capta os pensamentos das pessoas da assistência. Espíritos têm se comunicado dizendo ouvir os cantos da cerimônia religiosa ou as preces da missa, ainda que ignorem que são para eles.Um filósofo disse que o sono é uma pequena morte.

É certo que durante o sono, abandonando o corpo em repouso, nosso espírito percorre o espaço para efetuar um certo trabalho durante um tempo mais ou menos longo. Geralmente não temos consciência disso. Algumas vezes, na hora de acordar, o sonhador pode guardar a lembrança de sua atividade espiritual; esse fenômeno é provocado por seu guia visando sua informação. Vários membros do Grupo têm vivenciado esta experiência. O fato de ver seu próprio corpo esticado, inerte, sobre a cama, produz um pequeno choque quando não se está habituado, porque pensamos que se trata da grande partida. Eis aqui um exemplo:

Uma jovem médium estudante em meio católico se perguntava com certa angústia o que se pode sentir no momento da morte quando se tem medo desse evento. Seu guia espiritual provocou a seguinte experiência educativa, durante seu sono, que ela conta assim: "Estou estirada e experimento uma ânsia de vomitar em todas as partes de meu corpo: os cabelos, as unhas, os dedos, etc... e por três vezes alguma coisa me aspirou por toda parte. Na terceira aspiração alguma coisa se desligou e me encontrei de pé, meu corpo estando inerte diante de mim, aos meus pés. Penso: ”É isso a morte? A morte, não é ausência total de tudo“. Experimento a ânsia de partir e me volto para me afastar. Não vejo nada nem ninguém em torno de mim. Uma vontade superior à minha me ordena: "É preciso se reintegrar ao seu corpo". Recuso, mas esta vontade dominante se impõe. Sem saber como, encontro-me instantaneamente incorporada, com uma impressão muito forte de repugnância ao contato de meu corpo, desta carne. Recupero-me logo após."

Esta má impressão de repugnância continuou a ser sentida durante várias semanas após esta experiência.

De um outro ponto de vista, eis a descrição que fez uma testemunha espiritual da primeira fase de uma desencarnação à qual ele assistiu como espírito. A voz desconhecida que lhe deu explicações é a de seu guia espiritual. Esta narração é feita pela intermediação do médium falante em transe, irmão M.B.:

"Assisti um dia à partida de uma alma no momento em que ela deixava seu corpo. Ela formava um vapor claro que se desligava lentamente e que eu distinguia perfeitamente. Percebi em seguida algo como um gás, mais sombrio, menos nítido, quase invisível, que era atraído pelo vapor, mas que, entretanto, permanecia ligado ao corpo. À medida que o vapor se afastava do corpo, esse gás se esticava, se alongava, mantendo sempre contato com o corpo. O vapor, retido por esta espécie de laço elástico voltava então, depois tentava de novo se desligar. Cada vez que se afastava, o sujeito parecia sofrer. Percebia-se isso por suas crises e suas lágrimas. O vapor voltava então para o corpo endurecido, mas não podia retomar contato, separado dele pelo gás.

Observei esse fato com atenção perguntando-me o que isso significava até que o quadro mudou. O vapor, percebendo a presença de uma pessoa que ali se encontrava, se dilata, se desliga e por um fenômeno de condensação, toma a forma de um fantasma. Qual não foi minha surpresa ao reconhecer nela a mesma imagem daquela do corpo inanimado que permanecia estendido. O gás também estava se desunindo do corpo e envolvia agora o vapor saído do corpo inanimado que permanecia estendido com uma espécie de corda enlaçada. Observei isso perplexo até que escutei uma voz desconhecida me dando a seguinte explicação:

"O vapor irá logo embora. O gás permanecerá enganchado durante algum tempo e depois desaparecerá por sua vez".

Efetivamente, pouco depois, o fantasma se afasta e desaparece, levando com ele o gás sombrio, e não resta mais que o corpo imóvel e sem vida.

Tinha guardado na minha memória a impressão da forma deste vapor. Ora, algum tempo após, veio a mim este mesmo vapor, sob o mesmo aspecto daquele sob o qual o havia visto. Reconheci-o imediatamente, e no mesmo instante percebo a matéria etérea que formava o gás se separar do vapor. Este se transforma aos nossos olhos, tomando logo a aparência de um homem que me dirige a palavra pela primeira vez nesses termos:

« Sinto-me atraído para você, não sei porque. Pode me indicar a razão? »

Eu mesmo ignorava esse fenômeno e sua causa, assim me era bem difícil dar-lhe a mínima explicação. Não sabendo o que responder, contei-lhe textualmente o que tinha visto quando ele deixou seu corpo material, omitindo todavia a repetição das palavras pronunciadas por não sei quem, que eu havia nitidamente percebido. Tive então a surpresa de ouví-lo me dar esta resposta:

« Enfim, sinto-me aliviado. Se bem que não tivesse visto ninguém, o som de sua voz me fez bem. Há longo tempo que vivo em isolamento completo. Queria, entretanto, que me dissesse porque sua voz me atraiu, e como posso ouvi-lo sem o ver. »

Estava desolado de não poder lhe dar a explicação desse fato que eu mesmo não compreendia. Queria lhe dar uma satisfação, a fim de apaziguar a tristeza que adivinhava nele, mas não sabia como me expressar. Escutei então a voz desconhecida me dizer:

« Faça um apelo à sua memória; lembre-se da cena que você assistiu enquanto deixava a existência. Faça uma comparação com o que você mesmo passou e poderá lhe dar a explicação que ele pede. Não se deu conta da rapidez com a qual você se desloca? Como é que você pode fazer, quase que instantaneamente, tão longa viagem através o espaço? Jamais se fez esta pergunta? E acredita você que o som poderia atravessar o vazio, para além da atmosfera onde, entretanto, você consegue ir facilmente? Não! Além do mais o som não poderia te alcançar em seus deslocamentos vertiginosos. É então impossível à voz chegar até você, e se ouves pronunciar estas palavras, é uma falsa impressão. Em realidade, é o seu pensamento que percebe diretamente as radiações que um outro pensamento emite e você tem a impressão de ouvir. O pensamento é este vapor que você viu, é a alma mesmo, imaterial, imponderável, infinita, sem forma, que continua a viver e a trabalhar no espaço.

Quando ela deseja se manifestar a outros espíritos, ela se envolve de seu invólucro semimaterial e toma a forma que tinha no momento de sua desencarnação. A alma pode então, por intermédio de seu envelope perispiritual, emitir vibrações que traduzem seu pensamento e que outros espíritos poderão captar e compreender. É o porque de você ter visto por duas vezes o espírito que acabou de lhe falar tomando a forma humana; o fato havia lhe intrigado então, você agora conhece a razão. Se a alma desejar se manifestar diretamente a um ser encarnado, ela se aproxima dele e atrai o pensamento desse ser; este, exteriorizando-se parcial ou totalmente, pode então captar as radiações do pensamento; ela tem então a sensação de ouvir uma voz, ainda que em realidade não haja nenhuma emissão de som. Durante esta exteriorização o corpo permanece animado por esse gás sombrio que você tem visto e que não o deixa. »

Foi assim que pude ter uma luz sobre os fatos que me haviam intrigado fortemente porque sempre tenho procurado raciocinar e compreender os fenômenos aos quais me é dado assistir. Que a paz e o amor estejam sobre vocês meus irmãos!»

Os estados da alma no momento da passagem são muito diversos. São as manifestações mediúnicas provocadas pelos guias que nos fazem conhecê-los. Os críticos religiosos gostam de nos lembrar a Lei: "Deixai os mortos enterrarem os mortos"; A11an Kardec já respondeu a esta objeção; mas quando sabemos a eficácia da ajuda que levamos àqueles que nos deixam, quanto esta objeção nos parece pueril e a Lei mal compreendida e mal interpretada. Compreender a diferença que há entre «evocar » e «invocar » é então uma necessidade.

Edição eletrônica original:

Centre spirite Lyonnais Allan Kardec      

 

postado por: preespirita

SEPARAÇÃO DA ALMA DO CORPO NA DESENCARNAÇÃO 0001


A Desencarnação - Baseado no Livro Obreiros da vida Eterna


 
 
 
Desencarnação: 
Processo de Transição



Morte é a cessação da vida orgânica; desencarnação é a libertação do Espírito imortal, período de transição, na sua mudança de plano. "A morte é hereditária" (1) e quando o corpo morre, o Espírito está pronto para delivrar-se, porque "não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito;"(2) mas este, nem sempre está em condições de fazê-lo. Neste caso, a morte biológica acontece mas, o Espírito não se desprende, não se liberta, fica preso ao corpo físico, isto é, continua encarnado, porque "nem todos os que morrem desencarnam." (3)

"Disse-nos, certa vez, um suicida: ‘Não estou morto.’ E acrescentava: ‘No entanto sinto os vermes a me roerem.’ Ora indubitavelmente, os vermes não lhe roíam o perispírito e ainda menos o Espírito; roíam-lhe apenas o corpo. (...) Era antes a visão do que se passava com o corpo, ao qual ainda o conservava ligado o perispírito, o que lhe causava a ilusão, que ele tomava por realidade." (4)

A reencarnação não é um processo punitivo, mas educativo, pois aqui "é escola, é prisão, é hospital"; para atingir a perfeição, a felicidade e a plenitude, é necessário renovar-se na experiência da matéria densa.. Tendo escolhido o caminho do progresso, evoluído, e assim realizado a sua reforma íntima, ou, ao contrário estagnado, com a ressalva que, por mínimo que seja, sempre se evolui alguma cousa, inexoravelmente sobrevém a morte (Fig. 1) , que é a fatalidade do corpo físico, assim como "a evolução é a fatalidade do Espírito"(5), um dos objetivos da reencarnação.(4); o outro é " trabalhar para o Universo, como o Universo trabalha para nós, tal é o segredo do destino" (6), "é por o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação (...) e concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta." (4) (FIG. 1); este último é atingido consciente ou inconscientemente pelo Espírito. A reestruturação ou não de seu períspirito, vai depender em ter atingido ambos os objetivos, com influências importantes no sequenciamento do processo desencarnatório. Quanto mais depurado esteja mais fácil se torna o seu desligamento gradual, porque "os laços se desatam, não se quebram." .(4)

Dois fatores são sequenciais à morte (Fig. 1), ocorrendo paralelamente e vinculados às suas circunstâncias e ao grau evolutivo do Espírito desencarnam-te:

        o desprendimento do corpo físico

        a perturbação do Espírito.






Léon Denis assinala que deveríamos chorar na hora da reencarnação, que é um momento de intenso sofrimento para o Espírito, e rirmos na hora da morte, quando o Espírito se liberta, já que encarnação é seu encarceramento fluídico e a desencarnação a sua libertação; isto, é importante frisar, se o Espírito cumpriu os objetivos da encarnação, porque se não o fez, serão dois choros, um ao encarnar e o outro ao desencarnar, tal a influência que esta sua conduta projetará na desencarnação.


 

O desprendimento.



Ao reencarnar o Espírito se liga ao corpo, através de seu períspirito, que a ele se une, molécula a molécula, átomo a átomo e ao desencarnar, inversamente se desprende, também, átomo a átomo, molécula a molécula.

O princípio vital e´ "o interruptor da vida",(7) enquanto que o fluido vital é a eletricidade que carrega nossas baterias, o fluido cósmico animalizado; ao ser desligado aquele, a vida se esvai, cessa e sobrevem a morte (morte natural), que se dá por esgotamento do fluido vital ou embora com sua presença, por falência orgânica súbita (morte violenta), ficando ele impotente para transmitir o movimento da vida. (8) Esta fuga energética do corpo físico e do perispírito, que se encontravam dela impregnados, desde o primeiro instante da concepção, realiza-se de forma suave ou abrupta,(Fig. 1) de acordo com a sua distribuição, que é peculiar a cada ser, a cada órgão, a cada célula; há nos centros vitais ou de força, maior atividade vital e pontos de ligação com maior densidade entre o Espírito-perispírito e o corpo físico; destes o que tem mais forte esta união com o Espírito, via perispírito, é o centro coronário ou regente que, pelo fato mesmo, é o último que se desliga, desfazendo-se as conexões Espírito-perispírito-glândula pineal, a "glândula da vida espiritual". O rompimento destes laços fluídico-magnéticos que compõe o cordão fluídico ou de prata, representa o selo da desencarnação, iniciando-se pelas extremidades e terminando, como dissemos, no cérebro.

A natureza das demais ligações dos centros vitais, variam de acordo com cada ser, dependentes da evolução do Espírito, modulador e estruturador do perispírito e portanto de suas ligações com a matéria densa, através dos centros vitais controladores e seus órgãos súditos e que serviço prestou ao comandante de suas ações_ o Espírito. Assim quem usou desregradamente o sexo, ou praticou aborto, por exemplo, terá suas ligações com o centro vital genésico difíceis de serem desligadas; quem foi tabagista inveterado, igualmente terá fortes ligações fluídico-magnéticas com o centro cardíaco, a retardar o processo desencarnatório, e daí por diante.

Assim o desprendimento acontece de forma lenta (envelhecimento natural, doenças crônicas, etc.) por esgotamento do fluido vital, ou de forma abrupta (morte violenta: acidentes, desastres, assassinatos, suicídios) por injúria grave, determinando a incapacidade funcional orgânica definitiva.(FIG. 1); nos primeiros, o desligamento já vinha se fazendo quando ocorreu a morte e nos últimos, a morte corresponde ao início do processo desencarnatório; eqüivale a dizer que o período morte-libertação, genericamente, é maior nestes. Com os Espíritos evoluídos ocorre que o momento da morte corresponde ao da libertação, mas, ao contrário, certos Espíritos que têm seu perispírito ainda muito densificado, ficam presos ainda ao corpo, após a morte.

"O Espiritismo, pelos fatos cuja observação ele faculta, dá a conhecer os fenômenos que acompanham esta separação, que, às vezes, é rápida, fácil, suave e insensível, ao passo que doutras é lenta, laboriosa, horrivelmente penosa, conforme o estado moral do Espírito, e pode durar meses inteiros", (2) e até anos. A perturbação.A consciência é do Espírito e após a morte corporal, ele passa por um período variável de perturbação, de acordo com o estado moral da alma, "fruto das suas construções mentais, emocionais e volitivas" (9) e o gênero ou circunstâncias da morte, para voltar a readquiri-la.

O Espírito purificado se desvencilha dos tênues laços que o prendiam ao corpo físico, tomando então consciência de si mesmo, da sua volta ao mundo espiritual e da memória do passado, que é também do Espírito e aos poucos vai retornando do inconsciente, sediado no períspirito (8); este "livro misterioso, fechado a nossa vista, durante a vida terrena, abre-se no espaço. O espírito adiantado percorre-lhe à vontade as páginas (...)." (6) Nestes casos a sensação é de alívio, como quem acordou de uma intervenção cirúrgica e obteve alta, curado; não é pois, nem penosa, nem duradoura; é um despertamento, pois a "vida na carne é o sono da alma; é o sonho triste ou alegre." (6)

Naqueles Espíritos que não aproveitaram o retorno à vida corporal, para sua evolução, estagnados na escala do progresso, o desencarne será um processo extremamente doloroso, "tétrico, aterrador, ansioso (...) qual horrendo pesadelo" (10), demorado e a perturbação espiritual que se seguirá, será muito intensa e prolongada; muitas vezes, mal se lembram até da última encarnação e muito menos das outras, em mais uma concessão da bondade e da misericórdia divina, mas um dia o farão, pois terão que "entrar no conhecimento do seu estado, antes de serem levadas para o meio cósmico adequado ao seu grau de luz e densidade. "(6) Na morte violenta, situação não esperada na maioria das vezes pelo Espírito, sua conscientização da morte e consequente passagem à vida espiritual é difícil e demorada, tanto mais prolongada quanto menor a evolução espiritual.
       
Na Espiritualidade.

A espiritualidade não está parada, nem contemplativa, ao contrário, trabalha incessantemente e "Espíritos evoluídos, com fortes vínculos com a caridade", (11) se incumbem da tarefa da desencarnação, ajudando nos desligamentos dos laços que unem o Espírito ao corpo físico, sob influxo do pensamento divino. Espíritos amigos e familiares, já desencarnados, colaboram nesta tarefa. Esta mesma atuação, pode ser prejudicada por Espíritos inimigos, obsessores até, que têm a finalidade de tornar o desligamento mais penoso, contribuindo também para maior perturbação do Espírito desencarnante, seu desafeto.

Destino dos componentes do homem.
     
Após a morte, o corpo físico desintegra-se, seguindo as leis físico-químicas, que também são divinas, nunca mais voltando a recompor-se, ou destinar-se à ressurreição, que seria desprovida de qualquer finalidade.

O fluido vital volta ao seu lugar de origem _ o fluido cósmico ou universal.

O períspirito poderá apresentar modificações em relação à sua densidade; não se segmenta e não se sedimenta; se depura, tornando-se tanto mais sutil quanto maior for o progresso espiritual.

O Espírito pode apresentar modificações em relação ao seu estado moral reencarnatório, porque o "Espírito evolui, tudo o mais se transforma", por menor que seja esta mesma evolução, às vezes mínima, o que não pode nunca acontecer, é retrogradar.


 
Conclusão 

Um dia, depois da morte corporal, nós teremos um decisivo encontro marcado com nós mesmos, nos recônditos da nossa consciência, apanágio do Espírito, onde foram impressas por Deus as suas leis morais (4); aí serão julgados por ela, todos os nossos atos da senda reencarnatória, no uso do nosso livre arbítrio e comparados com os nossos propósitos ao reencarnar, escolhidos ou impostos pela justiça divina, sempre de acordo com as aptidões de cada um; depende de nós, e só de nós, se este será o "dia mais feliz de nossa existência", momento de puro êxtase ou, "ao contrário, o pior deles", o seu momento mais fatídico.

"Cremos que a educação para o desencarne implica na educação para a vida". (9), para que consigamos a morte de que nos fala Hernani Santanna :(12)
 
"A morte (...) é a liberdade !


      É o vôo augusto para a luz divina,
sob as bênçãos da paz da eternidade!
É bem começo de uma nova idade,
antemanhã formosa e peregrina,
da nossa vera e grã felicidade."
 
 
 

postado por: preespirita

 

domingo, 14 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014










AJUDA SEMPRE



“Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-­me o coração?” (Atos, 21:13)

Constitui passagem das mais dramáticas nos Atos dos Apóstolos aquela em que Paulo de Tarso se prepara, à frente dos testemunhos que o aguardavam em Jerusalém. Na alma heroica do lutador não paira qualquer sombra de hesitação. Seu espírito, como sempre, está pronto. Mas, os companheiros choram e se lastimam; e, do coração sensível e valoroso do batalhador do Evangelho, fluí a indagação dolorosa.
 
Não obstante a energia serena que lhe domina a organização vigorosa, Paulo sentia falta de amigos tão corajosos quanto ele mesmo. Os companheiros que o seguiam estavam sinceramente dispostos ao sacrifício, entretanto, não sabiam manifestar os sentimentos da alma fiel. É que o pranto ou a lamentação jamais ajudam, nos instantes de testemunho difícil. 

 Quem chora, ao lado de um amigo em posição perigosa, desorganiza lhe a resistência.
Jesus chorou no Horto, quando sozinho, mas, em Jerusalém, sob o peso da cruz, roga às mulheres generosas que O amparavam a cessação das lágrimas angustiosas.
Na alvorada da Ressurreição, pede a Madalena esclareça o motivo de seu pranto, junto ao sepulcro.
 
A lição é significativa para todo aprendiz. Se um ente amado permanece mais tempo sob a tempestade necessária, não te entregues a desesperos inúteis. A queixa não soluciona problemas. Ao invés de mágoa-­lo com soluços, aproxima-­te dele e estende-­lhe as mãos.
 
Emmanuel
Psicografia Chico Xavier
Livro Pão Nosso
 

postado por: preespirita




SUÍCIDIO - UMA VISÃO ESPÍRITA

Dar fim à própria vida, abrir mão de todas as possibilidades, por uma possível paz, é o caminho que muitos seguem, de forma consciente ou não; mas, ao invés de se mostrar uma solução, transforma-se num longo caminho de dor, sofrimento e libertação.

Francisco Aranda Gabilan

Matéria extraída do seu livro Entre o Pecado e a Evolução

É impressionante e até mesmo perguntas aterrador que tenhamos que chamar de “atual” o tema relativo ao suicídio, seja voluntário, seja indireto. Mas, lastimavelmente, é atual mesmo: é um mal crescente, atingindo toda humanidade.

Sua ocorrência sempre foi constante, desde o passado remoto e em todos os segmentos sociais e étnicos, até mesmo, crianças. Existem relatos de suicídios, tanto individuais, quanto coletivos, em várias culturas indígenas.

Daí a sua atualidade. Aliás, não é por outra razão que o assunto tem sido objeto de preocupação de antropólogos, sociólogos, médicos, psiquiatras, psicólogos, enfim de todos os ramos de ciência do Ser – e obviamente, dos Espíritas, sempre atentos às chagas da humanidade.

É exemplo disso o número de palestras, debates e artigos que solicitam aos espíritas sobre o assunto, incluindo o número de que sempre surgem sobre o mesmo tema. Vale dizer, numa palavra: se há perguntas, é porque o tema necessita de ampla abordagem.


1. Como os Espíritos e o Espiritismo consideram o suicídio?
R: Usando unicamente os ensinos dos Espíritos constantes da Codificação, o suicídio é tido como um crime aos olhos de Deus (),Céu e Inferno, cap. 5 e que importa numa transgressão da Lei Divina (Livro dos Espíritos, pergunta 944) e constitui sempre uma falta de resignação e submissão à vontade do Criador (idem, perg. 953-a). Desse modo, “jamais o homem tem o direito de dispor da vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro da Terra, quando o julgue oportuno. O suicida é qual o prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em desgraças maiores” (Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XXVII, item 71)


2. Por que os Espíritos tratam desse assunto com certa constância?
R: Primeiramente, como já afirmamos, porque ele é tema sempre atual, pois que o suicídio tem sido marca constante de nossa civilização; segundo, que é o mais importante: a doutrina dos Espíritos, tem um caráter consolador absoluto: através do fato mediúnico (no dizer do cultíssimo Herculano Pires, o fato mediúnico é literalmente uma segunda ressurreição) o espírito volta à carne, não a que deixou no túmulo, mas a do médium que lhe oferece, num gesto de amor, a oportunidade de retorno aos corações que deixou no mundo (Mediunidade, cap 5), é permitido que os próprios suicidas venham dizer-nos que eles não morreram e afirmam que não só não solucionaram o problema que os levou ao ato extremo, como ainda estão “vivos” e, de quebra, com dois problemas: o antigo e o novo, gerado pela violação das leis da Vida. Assim, o Espiritismo trabalha preventivamente para que as pessoas saibam das responsabilidades em praticar atos que possam agravar sua situação futura e não para condená-las ao martírio eterno.


3. Quais as causas que levam o Ser ao suicídio?
R: A incredulidade, a falta de fé, a dúvida, as ideias materialistas. Em suma, crer que o Nada é o futuro, como se o Nada pudesse oferecer consolação, como se fosse remédio para supostamente abreviar o sofrimento, crença que, na verdade, se constitui em covardia moral.


4. Quais as consequências do suicídio para o Espírito?
R: Em primeiro lugar, é preciso aclarar-se que o suicídio não apaga a falta cometida, mas, ao contrário, em vez de uma haverá duas; em segundo, que o Espírito, quando se dá conta do ato cometido, constata que nada valeu, ficando literalmente desapontado com os efeitos obtidos e que não eram os buscados, pois se certifica que a vida não se extinguiu e que continua mais real que nunca. Terceiro, e que é bastante doloroso, o suicídio agrava todos os sofrimentos: “depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, frequentemente, após diversas tentativas frustradas de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas transportam neles deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras”, segundo Emmanuel em Leis de Amor, capitulo VI.


5. Então, não há esperança de recuperação para o suicida?
R: Claro que há – total! Deus é Amor e Ele outorga a todas as Criaturas a maior expressão da Sua Bondade Infinita: a possibilidade de os Seres evoluírem sempre, incessantemente; permite que as existências se sucedam ofertando as oportunidades infinitas de reajuste e reforma; e isso é possível através do mais efetivo veiculo da Lei de Evolução: a reencarnação.

Portanto, os familiares do suicida de ontem ou de hoje não se exasperem, ao contrário, mantenham viva a esperança de que é possível a remissão das faltas e que o Pai de Misericórdia propiciará os meios de fazer com que o próprio autor do ato extremo se reconheça Espírito Eterno e indestrutível, e que a calma, a resignação e a fé serão os mais seguros preservativos contra as ideias autodestrutivas. Não será demais que se lhes repita: Deus é Bondade Infinita e, portanto, não permite que Suas Criaturas sofram indefinidamente e que esse sofrimento poderá ser abreviado mais rapidamente mercê de orações sinceras e cheias de amor de todos quantos querem que se restabeleça o Bem.

(Revista Espiritismo e Ciência 11, páginas 06-08)
postado por : preespirita

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Divaldo Franco explica a Magia Negra_Parte 01








MAGIA NEGRA, POSSESSÃO E LOUCURA - COMENTÁRIOS DE UM KARDECISTA


 

 

 


 Recentemente, em São Paulo, um jovem de 19 anos foi morto por sua própria mãe, provavelmente, por força de um ritual de magia negra. Quando foi presa, estava em crise psicótic...a (loucura? ou possessão?); falava sobre demônios e assuntos satânicos, e seis policiais foram necessários para dominar aquela senhora que pertencia a comunidades religiosas não convencionais da internet que adotam o sacrifício humano. Conforme investigação policial, ela teria dito que o filho tinha que ser morto por um "bem maior"(...!?...) Em os Atos dos Apóstolos, lemos o seguinte "e o homem que estava possesso do espírito mau pulou sobre eles com tanta violência, que tiveram de fugir daquela casa, sem roupas e cobertos de ferimentos."(1)
Considerando o trágico episódio, deliberei acessar um site que divulga essas práticas de magia negra. Observei que há advertências ameaçadoras do tipo: "não se meta em aventuras" - "os perigos espreitam..." - "tem que estar preparado(a), os riscos são muito grandes..." - "não faça nada sem ajuda de um mago".(!!!!) No site, sem colorido agradável, encontrei ainda o seguinte trecho: "existem em nós forças vivas não utilizadas, e muitas influências não controladas, que podem ser usadas em tudo. Forças, que podem ser usadas para vosso beneficio desde agora, e servir para vos conduzir nos caminhos do grande sucesso, nos campos afetivo, profissional e financeiro, além da resolução dos mais diversos problemas que se nos apresentam no dia a dia, contudo, devo chamar a atenção para as graves consequências, isto se não souber lidar com tais influências, que além de outras coisas nos podem levar à loucura e perdição total". Lendo essas advertências na Internet, senti-me vivendo os densos ares medievais, em que pese nossa pujante era cibernética.


 Na ameaçadora home Page, tive que ler: "ainda hoje se realizam as famosas missas negras e os participantes, são em geral pessoas cultas e de formação superior. O satanismo tem cada vez mais iniciados, e tudo isso faz parte de um mundo que não é visto com bons olhos, porque ninguém acredita ..!mas...como são grandes e inúmeros os problemas resolvidos diariamente com a magia e solicitados pelas mais diversas classes sociais. Viva a magia, a feitiçaria e tudo o mais que rodeia o oculto." Regurgita o "mago" coordenador do macabro site. Ressalte-se que nas práticas kardecistas, conforme os ensinamentos dos Espíritos, não se fazem sacrifícios humanos, não se interrogam astros, adivinhos e magos para se informar de qualquer "revelação"; não se usam objetos, medalhas, talismãs, fórmulas sacramentais, e nem se escolhem lugares lúgubres e horários específicos para atrair ou afastar Espíritos.
Na sociedade medieval, temerosa dos poderes espirituais ocultos, a doença mental era encarada como resultado da presença demoníaca, da força maligna na sua plena ação. O louco era submetido a sessões de tortura física e psicológica; não havia compreensão e um sentimento de ódio e temor rondavam a relação entre os sãos e os doentes. O desconhecimento quase que completo, levou à busca de tratamentos dolorosos aos doentes. A trepanação - matriz das modernas lobotomias - consistia em abrir buracos nos crânios dos doentes de 2,5 a 5 cm de diâmetro, sem anestesia ou assepsia adequadas. Os "doutores" buscavam remover a Pierre de folie (pedra da loucura) que acreditavam existir nos cérebros dos doentes. O que acontecia de fato é que eram feitas verdadeiras mutilações que exauriam as forças dos doentes e, por vezes, acabavam por deixar os pacientes privados de certos movimentos.


 A partir do século XIX, com o nascimento da psicanálise e as importantes contribuições de Freud, a psiquiatria, como um dos braços da medicina, pôde avançar em alguns pontos no tratamento da loucura, mas não suficientemente. "Há desordens patológicas, que são meras consequências e contra as quais nada adiantam os tratamentos médicos, enquanto subsiste a causa originária. Dando a conhecer essa fonte, donde provém uma parte das misérias humanas, o Espiritismo indica o remédio a ser aplicado: atuar sobre o autor do mal que, sendo um ser inteligente (espírito), deve ser tratado por meio da inteligência." (2)


 A psiquiatria tem estado atada pelos limites do cérebro, pelas barreiras do corpo material, fonte que, sabemos, não é a origem principal da doença, mas sim a manifestação de algo que é externo a ele. Vejamos agora no que o Espiritismo contribuiu para o entendimento dessa questão. Allan Kardec e os Espíritos da Codificação nos apresentaram um elemento primordial para o entendimento do ser humano na sua essência: o Espírito. O ser imortal; aquele que viveu e viverá inúmeras existências através das reencarnações. A loucura - ou a doença mental, como preferir - deve ser também encarada sob esse prisma, como reflexo de erros assumidos no passado. Como se manifesta de uma forma negativa, trazendo sofrimento, tanto para o doente, como para a família, há que se concluir que seja reflexo de uma falta anterior.


 Outro aspecto que temos de considerar é a loucura desencadeada por um processo obsessivo ou possessivo, que, também, tem por causa um ato anterior. Um histórico de disputas e relações não resolvidas envolvem vítima e algoz, agora, em papéis invertidos. O obsessor ou "possessor" acredita que sua má influência, como vingança ao ofensor encarnado, o livrará da dor que carrega, influência essa que pode, inclusive, levar o obsidiado ou possesso a um diagnóstico equivocado de deficiência mental.


 Não cremos no poder irrestrito das forças dos espíritos maus em face de pacto de magia negra com os mesmos. Há, no entanto, pessoas (encarnadas) perversas, no limite da loucura, que simpatizam com os Espíritos inferiores (ignorantes) e pedem que eles pratiquem o mal, ficando, então, obrigados a servi-los, porque estes, também, precisam da "recompensa" pelo empenho no mal. Nisso, apenas, é que consiste o pacto. É como explicam os Benfeitores: "por exemplo - queres atormentar o teu vizinho e não sabes como fazê-lo; chamas então os Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal; e para te ajudar querem também que os sirva com seus maus desígnios. Mas disso não se segue que o teu vizinho não possa se livrar deles, por uma conjuração contrária ou pela sua própria vontade."(3)


 Objetivamente falando, a possessão pode ser promovida, também, por um Espírito bom. "A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente tal como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como num estado de emancipação e frequentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir."(4)


 No trágico caso que estamos analisando, podemos também inferir sobre um processo de subjugação profunda, lembrando que a possessão é sempre temporária e intermitente, porque um Espírito desencarnado não pode tomar, definitivamente, o lugar de um encarnado, pelo simples fato de que a união molecular do perispírito com o corpo só se opera no momento da concepção. No caso de posse momentânea do corpo do encarnado, o Espírito se serve dele como se seu fora: fala pela sua boca, vê pelos seus olhos, opera com seus braços, conforme faria se estivesse vivo. Não é como na mediunidade psicofônica, em que o Espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um desencarnado; no caso da possessão é mesmo o espírito "possessor" quem fala e age. Servindo-se dos órgãos e dos membros da infeliz vítima, blasfema, injuria e maltrata os que a cercam; entrega-se a excentricidades e a atos que apresentam todos os caracteres da loucura furiosa, inclusive homicídio.


 Cabe lembrar que o encarnado pode, também, por sua vontade, lançar uma carga de fluidos mórbidos sobre uma pessoa, e se esse magnetismo inferior encontrar sintonia em quem está sendo alvo dessa má intenção, os efeitos poderão ser maléficos. Um Espírito desencarnado também pode fazê-lo, com consequências iguais às do encarnado. Ora, os trabalhos feitos (despachos), "macumbas" ou magia negra nada mais são do que o movimento de baixo magnetismo, realizado por homens e Espíritos perversos.


 Para libertar alguém que esteja sendo vítima desse mal, não é necessário o uso de qualquer objeto material, ou ritual, como acontece em terreiros. Porém, é importante um preparo moral e intelectual mínimo. O tema "magia negra" ainda não foi estudado de forma abundante pelos pesquisadores espíritas, isto é, pelos seguidores da Doutrina Espírita, codificada por Kardec. Há confrades que não acreditam na possibilidade da existência dos conjuros, ou trabalhos feitos, como é conhecida a Magia Negra. No entanto, um estudo cuidadoso da teoria de O Livro dos Espíritos, e de algumas citações feitas por Allan Kardec na Revista Espírita, mostram que essas manobras mediúnicas, com a finalidade de prejudicar o próximo, são perfeitamente possíveis. Como citei acima, na questão 549, Kardec pergunta - Há alguma coisa de verdadeiro nos pactos com os maus Espíritos? Na resposta, o Espírito de Verdade demonstra, de maneira muito clara, que é possível uma criatura evocar maus Espíritos para ajudá-la a causar mal a outra pessoa. A resposta esclarece, ainda, que esse ato pode ser realizado por uma sequência de procedimentos conhecidos como conjuração. Vai mais adiante, dizendo que a pessoa atingida pelo malefício poderá se livrar dele, por uma vontade poderosa ou por uma conjuração contrária àquela que foi usada, com maus propósitos, para prejudicá-la. Um desconjuro, que nos terreiros se chama: "desmanche".
Aquilo que pode fazer um espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido sobre uma pessoa, um desencarnado pode, igualmente, fazer, desde que tenha o mesmo fluido. Desse modo, pode magnetizar e, dependendo de ser bom ou mau o fluido emitido, sua ação será benéfica ou malfazeja".(5)


 Na pergunta 551, Kardec indaga se alguém poderia fazer mal ao seu próximo, com auxílio de um Espírito mau que lhe fosse devotado. A resposta é clara: "Não, Deus não o permitiria." (6)Aprofundando a questão, vejamos: Na questão 557, Os Espíritos explicam: "Deus não ouve uma maldição injusta".(7) Isso pode significar que permite uma maldição justa, ou seja, quando o homem de alguma forma, ou por alguma razão, mereça aquele mal. A assertiva 552, de O Livro dos Espíritos, permite-nos compreender que: "...algumas pessoas têm um poder magnético muito grande, do qual podem fazer mau uso, se seu próprio Espírito for mau. Nesse caso, poderão ser secundadas por maus Espíritos".(8) Numa situação inversa ao que utilizamos nos centros espíritas, pessoas de mentalidade doentia, cheias de maus pensamentos, dotadas de grande poder magnético, com más intenções, secundadas por maus Espíritos, podem arremessar cargas fluídicas negativas sobre aqueles a quem querem prejudicar.


 Os maus Espíritos pululam ao redor da Terra, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. Sua ação malfazeja faz parte dos flagelos, aos quais a Humanidade está exposta neste mundo. O Espiritismo considera a gênese do fenômeno da possessão uma faculdade mediúnica desgovernada e trata esse tipo de manifestação através do diálogo com o Espírito possessor, buscando compreender suas razões para esclarecê-lo e libertá-lo da sua própria ignorância e confusão mental.

Nas reuniões de Magia Negra os objetos materiais e os rituais são utilizados para fortalecer a fé nos maus propósitos projetados àqueles contra os quais se deseja prejudicar. A assistência espiritual é de Espíritos inferiores, que se identificam com seres encarnados, também, de qualidades morais inferiores, desejosos por afligir e enfermar o próximo ou, ainda, ver realizados os interesses de ordem material. Se as criaturas visadas estiverem sintonizadas em faixas de equivalência vibratória, não tenhamos dúvidas de que serão atingidas por elas. É bem verdade que os bons Espíritos nos protegem destes malefícios, mas temos que ter merecimento para isso. É a sintonia. Alguém duvida disso?

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Jorge Hessen

POSTADO POR:

PREESPIRITA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014







POR FAVOR, DEUS, TENHO SÓ 17ANOS


O dia em que morri era um dia comum de aula . Agora, como eu desejaria ter tomado o ônibus! mas eu não estava afim. Lembro-me de quanto bajulei a mamãe para ela me dar o carro. Um favor especial, eu pedi, imlorei: Todos os da potota transam o carro mãe. Quando soou a sineta das 2:50 joguei todos os meus livros no armário. Eu estva livre até as 8:40 da manhã do dia seguinte. Corri para o estacionamento, entusiasmado pelo pensamento de dirigir um carro e ser o meu próprio chefe. Livre.
Agora não importa lembrar como aconteceu o desastre. Eu estava sentando o pé, correndo pacas, tirando finhinhos, mandando basa. Estava gozando minha liberdade e tendo um tempo sensacional. A ultima coisa que lembro, é de uma velha que parecia está andando devagar pra buro. Depois só ouvi o barulho ensurdecedor e um terrivel solavanco. Ferro e vidro voaram para todo lado, Meu corpo inteiro parecia de fora para dentro, arrancado sei lá por que, e ouvi meu próprio grito.


Derrepente acordei tudo estava calmo, quieto, silêncioso, um policial esva em pé me olhando. Então vi um médico. Meu corpo estva uma pasta só de sangue. Pedaços de vidro estavam me picando, Só que eu não sentia nada, caramba.
"Hei, não uxem esse lençol sobre minha cabeça! Eu não posso estar morto! tenho um encontro, uma paquera para logo mais. Eu devo crescer e ter uma vida joia. Eu nem vivi direito ainda, cara. Eu não posso estar morto! tirem esse lençol de minha cara!"
Depois, eu fui colocado numa gaveta. Meu pessoal teve de me indentificar. Porque é que tive de ser visto assim? Porque tive de olhar para os olhos de mamãe enquanto ela encarava a mais terrivel provação de sua vida? papai derrepente ficou velho. Sua voz estava assim quando ele disse ao encarregado : "Sim é meu filho!"


Meu funeral foi uma terrivel, fantastica experiência .Eu vi todos meus parentes e amigos, desfilarem frente ao caixão. Eles iam passando, um a um, e olhavam para mim com o olhar mais triste que jamais eu vira. Alguns de meus amigos estavam chorando.alguns brotinhos tocavam na minha mão e soluçavam sem conceguir dizer nada.

Por favor, alguém me acorde. Tirem-me daqui...Eu não aguento vêr papai e mamãe arazados. Meus avós estão destroçados de pesar, e quase não podem nem andar, meu irmão e minhas irmãs estão como zumbis. Andam como se fossem robôs, todo mundo desorientado ninguém pode acreditar no que aconteceu. Nem eu acredito.

Por favor, não me enterrem... Eu não posso estar morto. Tanto eu tenho ainda que viver! eu quero ir brincar outra vez. Quero cantar e dançar por favor, não me ponham debaixo da terra. Eu prometo que, se eu tiver uma nova chace Deus, eu serei o motorista mais cuidadoso do mundo.

Tudo oque eu quero é uma nova chance mais, uma só....

Porfavor ,Deus, eu só tenho 17anos, só 17.
postado por preespirita
17°superentendência  regional-pi






Em Defesa da Vida

 

 

 

 

 

Eutanásia


O QUE O ESPIRITISMO DIZ A RESPEITO DA EUTANÁSIA
 

O espiritismo tem opinião clara quanto à eutanásia. Vejamos o que nos esclarece o "Evangelho Segundo o Espiritismo": 28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se lhe alguns instantes de angústias, apressando-se lhe o fim?

"Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar ideias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

 

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro." - S. Luís. (Paris, 1860.) Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V

 

Como vimos, é extremamente importante respeitar a vontade divina; É importante termos consciência de que a ciência não tem domínio absoluto sobre as previsões de recuperação ou não do doente. Além disso, todo o processo ao qual passamos durante o desenlace é fundamental e, às vezes, o último minuto é o que precisamos para despertarmos nossa consciência, momento esse que não existiria, no caso do abreviamento do momento do desencarne, ficando privados da oportunidade de entrar em uma condição melhor no plano espiritual.


Vejamos a explicação dos espíritos a respeito da decisão de abreviarmos nossa própria existência em situações de sofrimento, dada pelo "Evangelho Segundo o espiritismo" e o "Livro dos Espíritos":

29. Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte?
"Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a ideia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação." - S. Luís. (Paris, 1860)
 
 
 


  Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V

953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
"É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?"
a) - Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes.
"É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador."
 
b) - Quais, nesse caso, as consequências de tal ato?
"Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias."
Livro dos Espíritos, pergunta número 953
 
André Luiz, no livro "Obreiros da vida eterna" nos fornece um importante relato do que ocorre realmente com o corpo físico e espiritual em casos em que o momento da morte é abreviado propositadamente através de químicos:
"- Beneficiemos o moribundo, por sua vez, empregando medidas drásticas. O doutor pretende impor-lhe fatal analgésico. [instrutor Jerônimo]
 
Atendendo-lhe a ordem, segurei a fronte do agonizante, ao passo que ele lhe aplicava passes longitudinais, preparando o desenlace. Mas o teimoso amigo continuava reagindo.
- Não - exclamava, mentalmente -, não posso morrer! tenho medo! tenho medo!
O clínico, todavia, não se demorou muito, e como o enfermo lutava, desesperado, em oposição ao nosso auxílio, não nos foi possível aplicar-lhe golpe extremo. Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada "injeção compassiva", ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador.  Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se lhes os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.  Cavalcante [recém-desencarnado em questão], para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação.
 


Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:

- A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço. Provavelmente, só poderemos libertá-lo depois de decorridas mais de doze horas. E, conforme a primeira suposição de Jerônimo, somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar maiores cuidados." Obreiros da vida eterna, André Luiz, capítulo Desprendimento difícil, páginas 360 a 362 
 
Vemos relatado o momento difícil que Cavalcante passa, pela ignorância e desespero na hora da morte, não permitindo que os mentores espirituais atuassem em seu benefício fazendo o desenlace do corpo físico do corpo carnal e pela decisão do médico em "poupar-lhe do sofrimento", aplicando-lhe anestésico que não só não ajudou no momento derradeiro como dificultou ainda mais a condição de Cavalcante, fazendo com que ele, apesar do trabalho árduo dos espíritos protetores, chegasse em situação difícil à pátria espiritual. Para o materialista a eutanásia ou o suicídio, consiste em diminuir o sofrimento do moribundo ou de si mesmo. No entanto, o espiritismo nos permite uma visão mais ampla da morte, fazendo-nos entender que a consciência não se encerra no momento da falência do corpo físico.

Vejamos um trecho das reflexões de Allan Kardec sobre o suicídio, na pergunta de número 957 do Livro dos Espíritos

"Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as consequências do suicídio?"
"A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de por termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas."


O espiritismo nos descortina o plano espiritual, nos mostrando que devemos suportar com resignação e coragem os momentos difíceis que nós e nossa família e amigos passamos, nos lembrando sempre das palavras do Mestre: "Meu Pai, que seja feita a Vossa vontade, e não a minha."
 
 
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postado por preespirita