segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

 
 
 
 
 
 
 
 
 

O SONO E A VAMPIRIZAÇÃO SEXUAL
 
 
               Para onde você vai quando está dormindo? Você sabia que enquanto seu corpo físico repousa você continua em atividade? Você é espírito imortal. Você é um espírito encarnado, revestido dum corpo físico que dificulta seu acesso ao plano astral. O corpo físico só permite experiências com o plano físico. Quando você dorme, o corpo físico fica deitado, repousando, enquanto você, muitas vezes, aproveita essa liberdade provisória para fazer coisas que normalmente não se permite. Hoje vem se tornando cada vez mais comum o fenômeno da projeção consciente. Em tese, qualquer pessoa pode treinar e desenvolver a capacidade de se manter lúcido enquanto o corpo físico repousa. Nesse caso, a consciência acompanha o corpo astral (ou perispírito).
 
              Mas a projeção acontece quase sempre. Para nos projetarmos, ou seja, para atuarmos com o corpo astral, não precisamos estar conscientes disso. A maioria de nossos sonhos se trata de experiências no plano astral. Como o cérebro físico não participa dessas experiências, já que o corpo físico está dormindo, as lembranças que temos dos sonhos são confusas, dispersas e quase sempre sem nexo. Muitas pessoas mantêm durante o período de sono as mesmas atividades rotineiras. Agem como zumbis. Mas quero abordar o caso de quem se aproveita (inconscientemente) desses momentos de relativa liberdade, para praticar coisas que aqui no plano físico são inviáveis. Inviáveis por não estarem ao alcance ou por serem contra a lei, contra a moral, contra as conveniências.
 
              A literatura espírita nos mostra, e é algo que eu pude constatar pela observação e experiência, que grande parte dos encarnados vai em busca de prazeres quando projetados. O sexo é, disparado, o maior atrativo para esses festeiros. Mas também é comum a procura por vícios de toda espécie; como álcool, drogas, jogo, negócios escusos. Inimigos se encontram para brigar, criminosos voltam ao local do crime, ladrões roubam, fofoqueiros fazem intrigas, invejosos sabotam, rancorosos praticam vinganças.
 
             Leitura pesada, né? Prefiro tratar de assuntos mais leves, mas há verdades que não podemos ignorar. Dorme-se grande parte da vida. É muito tempo. Esse tempo não pode simplesmente fugir ao nosso controle. Mas como controlar? Isso é quase óbvio. Nossas atividades astrais seguem o padrão de nossos pensamentos no estado de vigília. O que pensamos durante o tempo inteiro, quando acordados, determina o lugar para onde vamos e as companhias que teremos durante o período de sono.
 
            Por isso a atração quase irresistível que o sexo provoca nos encarnados desdobrados do corpo físico. O apelo sexual está ativo como nunca. Nunca se teve acesso tão fácil à pornografia como hoje. Pesquisas têm apontado para o fato de que a quase totalidade dos homens com acesso à internet consome pornografia. Fora a internet, o erotismo está na televisão, para quem quiser ver. Estou parecendo puritano? Sou tão humano quanto você que está lendo. Mas não podemos nos acostumar a isso e pensar que a busca por pornografia é normal.
 
O desejo sexual descontrolado envolve hormônios, emoções, imaginação, fantasias e fraquezas de todo gênero. Tudo o que você coíbe durante a vida de relação, quando está acordado, você libera durante o período do sono físico.
 
             Você acha que quem consome pornografia faz isso sozinho? Os espíritos estão por toda parte, lembra? Por que você acha que deixariam você só nessas horas? Talvez para respeitar sua privacidade!? Seria muita ingenuidade pensar assim. Há verdadeiras redes no astral inferior (ou umbral) especializadas em sexo sujo. Essas redes têm sua contraparte física aqui. Você ainda não se deu conta do poder e alcance da internet como rede conectora de mentes e pensamentos? Pois se é assim para as amizades virtuais, também funciona assim com os sites pornográficos.
 
         Seus frequentadores logo fazem “amizades” espirituais que os aguardam à hora do sono. Tão logo adormecem, esses frequentadores são recepcionados por seus iguais, ansiosos por lhes vampirizarem as energias. Não existe truque para escapar a isso. Apenas o controle sobre os pensamentos, palavras e ações. Você sabe o que é o certo. Você está no domínio. Você escolhe.
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O MEDO NA VISÃO ESPIRITA

 
 
                Você sabe que o medo é o seu pior inimigo, não sabe? É aquele que boicota as suas melhores intenções, aquele que atrapalha todos os seus passos, aquele que faz a sua jornada parecer difícil, aquele que faz você mentir pra si mesmo. Aquele que lhe faz passar vergonha, e lhe segura os pés, e lhe puxa para trás quando você teima em avançar. Não estou me referindo aos seus piores defeitos. Esses são o orgulho e o egoísmo, sempre. Falo do seu inimigo, que talvez lhe persiga há muitas reencarnações. O medo! O podre, covarde e horripilante medo!
 
 
O medo pode perseguir suas vítimas por muitos séculos. Vida após vida, encarnado ou desencarnado, o medo pode persegui-lo sem piedade. 
         Tem aquela velha história de que o medo tem sua utilidade, que ele nos acompanha desde a pré-história, quando tínhamos que fugir das feras etc.  Conversa pra boi dormir.
Não estou negando a existência e conveniência dos instintos. Mas o medo já não é só instinto, é sentimento de inferioridade, é falta de confiança em si mesmo, é sensação de impotência perante a vida, as pessoas, o mundo, os fatos.  Quem sente medo se vê incapaz de realizar seus sonhos. Não confia em sua capacidade. Se acredita que é capaz, não confia em sua sorte.
 
               Quem é vítima do medo não desenvolve seus talentos, pois acha que não nasceu pra isso, que não tem as condições necessárias pra isso. A pessoa que sente medo nunca se expressa com perfeição, nunca tem coragem de se mostrar verdadeiramente como é, mesmo que seja uma ótima pessoa e tenha consciência disso. A pessoa perseguida pelo medo pode ser mais inteligente, mais bondosa, mais talentosa, mais forte, mais saudável e mais capaz que uma outra, mas essa outra está sempre à sua frente, pois não sente medo.Não há pior inimigo. O medo é um padrão de pensamentos defeituoso. O medo deturpa a realidade. Toda informação que chega à mente de quem tem medo é distorcida pelo medo.
 
              Toda nova resolução, tudo o que a pessoa se propõe a fazer pra mudar a sua vida, é freado pelo medo. Nada deslancha. Nada anda. A vida passa, as oportunidades vão sendo desperdiçadas uma a uma, a confiança em si mesmo vai ficando cada vez menor, até que o conformismo tome conta. Então é um festival de mentiras pra si mesmo, mecanismos de defesa para disfarçar a própria incapacidade de lidar com a vida. Mas o mal causado pelo medo não para por aí. O medo é contagiante, e muitas vezes hereditário. Quem é criado por pessoas medrosas sofre sua influência nefasta, e muito provavelmente vai acreditar que tudo é difícil, que tudo é uma porcaria que nunca dá certo.
 
            Quem convive cotidianamente com pessoas assoladas pelo medo tem que ser muito forte e seguro de si pra não se deixar contaminar. Como se livrar do medo? Fácil! Não pense nele! Achou muito difícil? Sinto muito por desapontá-lo, mas se nem Jesus não evitou o medo de Pedro, que poderei fazer eu, pobre pecador que sou? Um dia, quando estavam pescando, Pedro viu Jesus caminhando sobre as águas e quis fazer o mesmo. Entusiasmado, conseguiu andar um pouco. Mas logo duvidou, teve medo, e começou a afundar…
 
           Mas o medo é pensamento, só isso. E o rumo de seus pensamentos pode e deve ser controlado por você. O medo não é vencido de um dia para o outro. Um inimigo que pode estar no encalço de sua vítima há séculos não pode simplesmente ser mandado embora. É preciso tempo e perseverança. E ação. O método mais eficaz de se combater o medo é justamente fazer aquilo que dá medo. Depois de algumas tentativas nesse sentido, as novas experiências vão substituindo as velhas imagens do medo. Forme novos padrões de pensamento vitoriosos e mantenha-os em sua mente.
 
              E não esqueça nunca que você é manifestação de Deus. Você é uma partícula divina com capacidade infinita. Permita que o seu melhor apareça, se mostre, se desenvolva. Seja mais racional e perceba que medo é burrice. Talvez você não se importe de ser considerado medroso, mas não aceitaria ser considerado burro. Não dê chance ao pensamento de medo. Não dê importância a ele. Você já deve ter provas suficientes de que as coisas que você teme são irreais, são ilusões, são doenças da imaginação. Seja inteligente para perceber e determinado para combater.
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POSTADO POR: PREESPIRITA
 
 

domingo, 15 de fevereiro de 2015










A visão espírita da morte


 
Para entender a atitude dos espíritas diante da perda de entes queridos, é preciso entender a visão espírita da morte. O que é a morte para o espírita?
Em primeiro lugar, a destruição do corpo físico, que é um fenômeno comum a todos os seres biológicos. Segundo, a morte é um instante em meio a um caminho infinito. E em terceiro lugar, a morte é uma transição e não um ponto final. Há que se considerar também que o espírito está permanentemente em processo de crescimento e renovação e a morte é a forma de forçar esta renovação, mudando ambientes e projetos de vida.
Esta visão um tanto pragmática e aparentemente fria da morte não exclui a existência de sentimentos e emoções, porque tanto quanto sentimos mais ou menos fortemente a separação geográfica entre duas pessoas e ansiamos por reencontrarmos aqueles que estão longe, assim também ansiamos por ter novamente conosco os que se foram. Mesmo na vida física há separações que são traumáticas, longas e, às vezes, definitivas. Na morte, então, a saudade e a vontade de ter outra vez aquele que se foi é perfeitamente natural e compreensível, mas a certeza da retomada do afeto e de projetos comuns no futuro é profundamente consoladora e faz com que a esperança possa ser tranquila e confiante.
 
Por que é tão doloroso ainda para nós o fenômeno da morte física, com a separação dos entes que amamos?
 
Mauro Operti – Exatamente porque os amamos, queremos tê-los continuamente junto a nós. Isto não precisa de explicação, é natural. Vivemos em função dos outros. Tudo o que fazemos na vida tem como referência o outro. Se o outro que amamos se vai, como não sentir?
 
É licito procurarmos o contato com entes que partiram, já que a morte não é o fim?
 
Mauro Operti – Perfeitamente, desde que a nossa atitude mental e as nossas emoções estejam equilibradas. Por outro lado, toda vez que tentamos o contato com o mundo espiritual, temos que ter certeza de que os meios dos quais dispomos (ambiente, médiuns etc.) sejam apropriados para a nossa intenção. De qualquer modo, temos que ser prudentes quando intentamos qualquer contato com o mundo espiritual. E mesmo que a nossa intenção seja boa ou a nossa saudade muito grande, as leis da comunicação mediúnica continuam em vigência. Mas, de qualquer maneira, se a misericórdia divina nos forneceu os meios de comunicação, é perfeitamente razoável buscarmos o contato com aqueles que nós amamos. Quem não anseia uma palavra de afeto de quem está longe? É profundamente consoladora esta certeza.
 
O que se pode dizer às pessoas que buscam o centro espírita com profundo desejo de receberem uma mensagem de um ente querido que já partiu?
 
Mauro Operti – Em primeiro lugar, estar avisado de que este contato nem sempre é possível. Às vezes, passam-se meses ou anos antes de conseguirmos uma palavra ou uma mensagem. Nem os médiuns, nem os espíritos estão obrigados a nos dar a resposta que queremos. Se a misericórdia divina permitir, nós a receberemos, como muitos que já receberam. As evidências para alguns de nós são numerosíssimas, como é o meu próprio caso. Eu não tenho como negar o fato da sobrevivência pelo muito que já vivenciei ou já presenciei.
 
Qual a garantia de estarmos nos comunicando com nossos verdadeiros entes?
 
Mauro Operti – As evidências para a comunicação entre mortos e vivos são de dois tipos: são subjetivas ou objetivas. As evidências objetivas são confirmações externas, através de fatos objetivos que deixam motivo para poucas dúvidas (ou nenhuma dúvida). É claro que, como acontece com a própria pesquisa científica, sempre se pode levantar hipóteses explicativas para os fenômenos. O que se faz é levar em conta a soma de evidências que levam, quase sem deixar dúvidas, a se aceitar que o fenômeno foi genuíno. Mesmo na pesquisa científica, isto também acontece. Na realidade, nada é definitivamente provado em ciência. Mas, para muitas coisas, o peso das evidências a favor de uma determinada explicação é tão grande que, do ponto de vista prático, é como se estivesse provado. É assim também com os fatos mediúnicos. Mas existem também as evidências subjetivas e essas são pessoais e intransferíveis. Eu não posso provar a uma outra pessoa que sonhei com um ente querido e que isto significa que eu realmente estive com ele, mas, interiormente, eu tenho certeza, pelo realismo das cenas vividas oniricamente e por detalhes que me trazem uma certeza interior que não pode ser transferida. E quando isto acontece, não me importa absolutamente o que o outro possa pensar da minha experiência.
 
As perdas vivenciadas por qualquer encarnado, quando acompanhados de sentimento de resignação e capacidade de perdão, podem se tornar um aprendizado, um treinamento que nos levaria a entender melhor a perda dos entes queridos?
 
Mauro Operti – Certamente, porque é o aprendizado da renúncia, a certeza de que não somos donos de nada, nem de ninguém. Que o que temos num certo momento nos pode ser tirado no outro e continuamos vivendo, continuamos lutando sempre com a visão do futuro.
 
O ente desencarnado assiste ao seu velório? Assim sendo, qual sua postura diante da demonstração de dor dos entes encarnados?
 
Mauro Operti – Nem sempre. Vai depender do próprio espírito e da assistência por parte dos seus amigos espirituais. Às vezes, ele não tem condições emocionais e está tão desarvorado que deve ser afastado do local. Outras vezes o seu estado de perturbação é tal que ele não tem consciência do que está se passando. Mas, muitas vezes, isso é possível.
 
A vontade de ver o ente que se foi, a saudade, não atrai o espírito do parente querido desencarnado? Isto pode levar a uma obsessão?
 
Mauro Operti – Depende do estado mental e emocional que acompanha esta vontade. Também depende das condições do espírito desencarnado, mas não há perigo em pensarmos com saudade nos nossos afetos desencarnados. Isto é uma expressão do carinho e da afeição que une dois seres. Como proibir? Seria, no meu modo de ver, uma falha das Leis Divinas não deixar que nos lembremos com carinho daqueles que um dia se foram.
 
Como proceder para saber se os entes queridos estão bem?
 
Mauro Operti – Rezar, pedir a Deus que lhe permita sentir o carinho daquele de quem você gosta. Com o tempo e a prática aprendemos a nos dirigir mentalmente àqueles de quem gostamos e as evidências subjetivas que colhemos desses contatos nos dão a certeza de que realmente estivemos com eles. Mas é preciso aprender a fazer as rogativas mentais com tranquilidade, confiança e a certeza da assistência espiritual de nossos guias. Peçamos a Jesus acima de tudo e esperemos com serenidade.
 
Que mensagem você daria para as pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los?
 
Mauro Operti – Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos.

Escrito por IRC-Espiritismo
 

sábado, 14 de fevereiro de 2015














REENCARNAÇÃO

 
             “A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IV). Assim, não é invenção do Espiritismo, mas sim algo natural, de modo que foi um tema muito discutido e difundido ao longo da História da Humanidade por muitos muitos pensadores, tais como Sócrates, Pitágoras, Platão, Apolônio e Empédocles.

Jesus – o Incomparável, o Mestre, o único Guia e Modelo -, em várias oportunidades afirmou a existência da reencarnação
Em João (capítulo III, versículos de 1 a 12), encontramos a elucidativa palestra de Jesus com Nicodemos (doutor da lei judeu):
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo que ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo”.

Perguntou-lhe, então, Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?"
Jesus respondeu: 
         Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do Espírito”.

“Como pode ser isso? Disse-lhe Nicodemos.

Jesus, então, afirmou: “Tu és mestre de Israel e não sabes?”
Digo-te em verdade, em verdade, que não dizemos senão o que sabemos e que não damos testemunho, senão do que temos visto. Entretanto, não aceitas o nosso testemunho. - Mas, se não me credes, quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas celestiais?"
Também, veremos a referência de Jesus com relação a João Batista ser reencarnação de Elias, referência está que está contida em Mateus (capítulo XVII, versículos 10 a 13).

Os discípulos indagaram ao Mestre: 
“Por que, pois, dizem os escribas que é preciso que Elias venha primeiro?” 

E Jesus respondeu-lhes:
 “É verdade que Elias deve vir e restabelecer as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então os discípulos compreenderam que ele lhes falara de João Batista". 
“Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus é tomado pela violência e são os violentos que o arrebatam; - pois que assim o profetizaram todos os profetas até João, e também a lei. - Se quiserdes compreender o que vos digo, ele mesmo é o EIias que há de vir. - Ouça-o aquele que tiver ouvidos de ouvir. (MATEUS, cap. XI, versículos de 12 a 15.)
“Se o princípio da reencarnação, conforme se acha expresso em S. João, podia, a rigor, ser interpretado em sentido puramente místico, o mesmo já não acontece com esta passagem de S. Mateus, que não permite equívoco: ELE MESMO é o Elias que há de vir. Não há aí figura, nem alegoria: é uma afirmação positiva. -"Desde o tempo de João Batista até o presente o reino dos céus é tomado pela violência." Que significam essas palavras, uma vez que João Batista ainda vivia naquele momento? Jesus as explica, dizendo: "Se quiserdes compreender o que digo, ele mesmo é o Elias que há de vir." Ora, sendo João o próprio Elias, Jesus alude à época em que João vivia com o nome de Elias. "Até ao presente o reino dos céus é tomado pela violência": outra alusão à violência da lei moisaica, que ordenava o extermínio dos infiéis, para que os demais ganhassem a Terra Prometida, Paraíso dos hebreus, ao passo que, segundo a nova lei, o céu se ganha pela caridade e pela brandura. 

E acrescentou: Ouça aquele que tiver ouvidos de ouvir
. Essas palavras, que Jesus tanto repetiu, claramente dizem que nem todos estavam em condições de compreender certas verdades”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV).

Jesus, tendo vindo às cercanias de Cezaréia de Filipe, interrogou assim seus discípulos: "Que dizem os homens, com relação ao Filho do Homem? Quem dizem que eu sou?" - Eles lhe responderam: "Dizem uns que és João Batista; outros, que Elias; outros, que Jeremias, ou algum dos profetas." - Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que eu sou?" - Simão Pedro, tomando a palavra, respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." - Replicou-lhe Jesus: "Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue que isso te revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mateus, cap. XI, versículos 13 a 17; Marcos, cap. VIII, versículos 27 a 30)
Ora, se os homens da época refletiam sobre que era Jesus, obviamente acreditavam na reencarnação.

“Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão. Despertai do vosso sono e entoai louvores a Deus, vós que habitais no pó; porque o orvalho que cai sobre vós é um orvalho de luz e porque arruinareis a Terra e o reino dos gigantes.

(ISAÍAS, cap. XXVI, versículo 19)

“É também muito explícita esta passagem de lsaías: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo." Se o profeta houvera querido falar da vida espiritual, se houvera pretendido dizer que aqueles que tinham sido executados não estavam mortos em Espírito, teria dito: ainda vivem, e não: viverão de novo. No sentido espiritual, essas palavras seriam um contra-senso, pois que implicariam uma interrupção na vida da alma. No sentido de regeneração moral, seriam a negação das penas eternas, pois que estabelecem, em princípio, que todos os que estão mortos reviverão”. (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo IV)

14. Mas, quando o homem há morrido uma vez, quando seu corpo, separado de seu espírito, foi consumido, que é feito dele? -Tendo morrido uma vez, poderia o homem reviver de novo? Nesta guerra em que me acho todos os dias da minha vida, espero que chegue a minha transformação. (João, cap. XIV, versículos 10 a 14. Tradução de Le Maistre de Sacy.)

Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo. (ID. Versão da Igreja grega.)

15. Nessas três versões, o princípio da pluralidade das existências se acha claramente expresso. Ninguém poderá supor que João haja querido falar da regeneração pela água do batismo, que ele de certo não conhecia. "Tendo o homem morrido uma vez, poderia reviver de novo?" A idéia de morrer uma vez, e de reviver implica a de morrer e reviver muitas vezes. A versão da Igreja grega ainda é mais explícita, se é que isso é possível: "Acabando os dias da minha existência terrena, esperarei, porquanto a ela voltarei", ou, voltarei à existência terrestre. Isso é tão claro, como se alguém dissesse: "Saio de minha casa, mas a ela tornarei”.

"Nesta guerra em que me encontro todos os dias de minha vida, espero que chegue a minha transformação". João, evidentemente, pretendeu referir-se à luta que sustentava contra as misérias da vida. Espera a sua mutação, isto é, resigna-se. Na versão grega, esperarei parece aplicar-se, preferentemente, a uma nova existência: "Quando a minha existência estiver acabada, esperarei, porquanto a ela voltarei". João como que se coloca, após a morte, no intervalo que separa uma existência de outra e diz que lá aguardará o momento de voltar.

Nestas passagens, assim como em outras, fica muito clara a existência das reencarnações. Como diria o Mestre, “Ouça aquele que tem ouvidos para ouvir”.

  Finalizando, em O Livro dos Espíritos, Kardec indaga na questão 132:
Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

Resposta dos Espíritos Superiores:
 
"Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta".